Pesquisas "web designer Porto" ou "criação de sites Braga" no Google e aparecem dezenas de resultados. Freelancers, agências, plataformas online, gente que faz sites como serviço secundário. Todos dizem que fazem "sites profissionais", todos têm um portfólio, e a maioria dos preços parece razoável à primeira vista. Como decides em quem confiar o teu dinheiro e a tua imagem online?
Trabalho como web designer no Norte de Portugal, sediado entre Braga e o Porto, e já vi do lado de dentro o que separa um projeto que corre bem de um que se arrasta durante meses ou entrega um site que ninguém consegue atualizar depois. Não é sorte — são critérios objetivos que podes verificar antes de assinar seja com quem for.
Este artigo não é sobre mim a convencer-te de nada. É uma lista de perguntas e verificações concretas que deves fazer a qualquer web designer ou agência no Porto, em Braga ou em qualquer parte do país, antes de avançares com um projeto.
Pede sempre para ver portfólio real, não mockups
A primeira verificação é simples e muitas vezes ignorada: pede para ver sites publicados e a funcionar, não apenas imagens estáticas ou protótipos no Figma. Um mockup mostra design. Um site publicado mostra se o design sobreviveu ao contacto com a realidade — velocidade de carregamento, comportamento em telemóvel, se os formulários funcionam.
- Abre os links no telemóvel — grande parte dos visitantes de qualquer site vem de mobile. Se o portfólio não abrir bem no teu telemóvel, é um sinal de alerta imediato.
- Verifica a data dos projetos — um portfólio com projetos de há 4 ou 5 anos pode não refletir o trabalho atual do profissional.
- Procura variedade de setores — negócios locais, serviços, e-commerce. Isto diz-te se o profissional só sabe fazer um tipo de site ou se adapta a diferentes necessidades.
- Contacta um cliente anterior, se possível — muitos profissionais têm testemunhos ou aceitam dar uma referência de contacto direto.
Pergunta diretamente sobre SEO incluído
Um site bonito que ninguém encontra no Google não gera clientes. Antes de contratar, pergunta especificamente o que está incluído ao nível de SEO técnico — não o "vamos otimizar o site para o Google" genérico que qualquer vendedor diz, mas itens concretos.
- URLs limpos e estrutura semântica — sem parâmetros estranhos, com hierarquia clara de páginas.
- Velocidade de carregamento — pede para veres resultados no PageSpeed Insights de projetos anteriores.
- Meta tags e dados estruturados (Schema.org) — títulos, descrições e marcação que ajudam o Google a entender o conteúdo.
- Registo no Google Search Console — sem isto, nem sabes se o Google está a indexar o teu site corretamente.
Se a resposta for vaga ou se o SEO for tratado como um extra caro à parte, é um sinal de que a base técnica do site pode não estar bem construída desde o início — algo que já expliquei em detalhe no artigo sobre como o Google encontra e classifica o teu site.
Pergunta o que acontece depois da entrega
Um site não é um produto que se entrega e esquece. Precisa de atualizações de segurança, pequenos ajustes de conteúdo, e por vezes correções depois de alterações no browser ou no domínio. Antes de assinar, esclarece:
- Existe um plano de manutenção? — e o que inclui exatamente (atualizações, backups, pequenas alterações de texto).
- Quem gere o domínio e o alojamento? — precisas de ter acesso próprio ou ficas dependente do fornecedor para sempre?
- Quanto custa uma alteração pontual — trocar uma foto, atualizar um preço, adicionar um serviço — depois do projeto entregue?
- Qual é o tempo de resposta se o site cair ou tiver um problema técnico?
Exige prazos realistas — e por escrito
Um site institucional simples demora normalmente entre 2 a 4 semanas, desde o briefing até à entrega, desde que os conteúdos (textos, imagens, logótipo) sejam fornecidos a tempo pelo próprio cliente. Projetos com loja online ou funcionalidades específicas podem levar 6 a 10 semanas. Desconfia de dois extremos: promessas de entrega em 48 horas (normalmente um template quase sem personalização) e prazos vagos sem nenhuma data concreta.
Pede que o prazo e as etapas do projeto fiquem definidos por escrito, mesmo que seja num simples email — briefing, primeira apresentação de layout, revisões, entrega final. Isto protege ambas as partes e evita expectativas desalinhadas.
Vê se o site do próprio profissional é bom
Este critério parece óbvio, mas é surpreendentemente revelador. Se um web designer ou agência te está a vender um site profissional, o site deles próprio deveria ser a melhor prova do trabalho que fazem. Vale a pena verificar:
- O site deles carrega rápido? — testa no telemóvel, com dados móveis, não só em wifi.
- Está atualizado? — datas de copyright antigas ou portfólio parado há anos são sinais de alerta.
- Tem domínio próprio? — um web designer que não investe no seu próprio domínio .pt profissional dificilmente vai priorizar essa recomendação no teu projeto. Já expliquei porque isto importa no artigo sobre domínio próprio e SEO.
Desconfia de preços muito abaixo da média
Um preço muito baixo não é automaticamente um problema, mas é sempre um sinal que vale a pena investigar antes de avançar. Normalmente esconde um destes cenários: um template genérico com alterações mínimas de cor e logótipo, ausência total de manutenção ou suporte depois da entrega, ou alguém a construir experiência à tua custa, sem ainda ter o conhecimento técnico necessário para lidar com imprevistos.
Nada disto é automaticamente desqualificante — todos começámos algures — mas deves saber exatamente o que estás a pagar. Compara sempre o que está incluído em propostas diferentes, não apenas o valor final. Um orçamento mais alto que inclui SEO técnico, manutenção e suporte pode sair mais barato ao longo de um ano do que um orçamento baixo que exige pagamentos extra a cada pequena alteração.
Checklist rápido antes de assinar:
Portfólio: sites reais e publicados, testados em mobile.
SEO: URLs limpos, velocidade, meta tags e Search Console incluídos.
Pós-entrega: plano de manutenção definido e acesso próprio ao domínio.
Prazos: datas concretas por escrito, não promessas vagas.
Referência: o site do próprio profissional é rápido e atual.
Preço: compara o que está incluído, não só o valor total.
Se conseguires respostas claras a todos estes pontos, estás em condições de decidir com confiança — seja com quem for.
Em resumo
Escolher um web designer no Porto, em Braga ou em qualquer cidade do Norte de Portugal não devia ser uma questão de sorte ou de confiar no primeiro anúncio patrocinado que aparece. É uma questão de fazer as perguntas certas, verificar o portfólio com atenção e perceber exatamente o que está incluído no preço — antes, durante e depois da entrega do site.
Se depois de passar por este checklist quiseres uma conversa concreta sobre o teu projeto — sem compromisso e com respostas diretas a estas mesmas perguntas — fala comigo.